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    Ficção Científica

    Resenha: As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, de Claire North

    Julia Corrêa LuizPor Julia Corrêa Luiz25 de fevereiro de 2024Atualizado:30 de junho de 20244 Comentários7 Min de leitura
    As Primeiras Quinze Vidas de Harry August
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    Este é o primeiro livro de ficção-científica da autora Claire North, um dos pseudônimos de Catherine Webb, prodigiosa escritora britânica que teve seu primeiro livro, Mirror Dreams, publicado em 2002, ainda em sua adolescência.

    Apesar de ser categorizado como ficção científica de viagem no tempo (e está na nossa lista de melhores livros de ficção científica), As Primeiras Quinze Vidas de Harry August é também fantasia, drama e mistério, com elementos de thriller.

    A história apresenta profundas reflexões sobre nosso papel no universo, o impacto de nossas escolhas ao longo da vida, e os fardos que carregamos pelo simples ato de existir.

    North aborda niilismo, questionando se sequer há propósito em viver, e simultaneamente traz o existencialismo ao demonstrar que sim, há propósito: não um, mas vários.

    Ilustração da vida de Harry August

    Em um ritmo envolvente e um certo formato biográfico, vemos relances das primeiras vidas de Harry August—um jovem quê, a princípio, foi só mais um dentre tantos. Um menino nascido em 1919, que presenciou os horrores da guerra, mas também viveu os prazeres do amor e as experiências de uma existência longeva.

    Até que ele morre de velhice, e nasce novamente em 1919, retendo todas as memórias de sua vida passada. Ao morrer nesta segunda vida, uma vez mais ele nasce – e esse ciclo se repete a cada morte, sem explicação.

    “Este é o meu legado e o meu testamento. […] Estas são as últimas palavras que escrevo nesta vida, pois já sinto o fim se aproximar deste corpo, o fim que sempre chega.”

    Sobre os personagens

    O livro é narrado por Harry August, começando pela sua primeira vida, e refletindo sobre momentos específicos das outras vidas, muitas vezes sem seguir uma ordem cronológica.

    Vemos na sua narrativa um homem que já passou por diversos estágios emocionais e de grande sede por conhecimento.

    Com mente aberta, ele procura por explicações para sua condição na ciência, na religião, na matemática, na física, no espírito.

    Em uma vida, ele é mecânico de aviões na Segunda Guerra, em outra, advogado, gangster, assassino, sem-teto, viciado, professor, empresário – sua história é a de muitas vidas.

    Ilustração de Harry August

    Harry é um personagem fascinante.

    Rapidamente me vi instigada pela sua ansiedade existencial, sua voraz curiosidade, e sua agitação mental conforme navega por cada vida. Primeiro, seu desespero por se pensar louco ao nascer de novo; depois, sua ânsia por descobrir mais sobre seu problema e como consertá-lo; e, então, desejo por ver mais de um planeta que ele terá todo o tempo do mundo para ver.

    Apesar de eventualmente conhecer diversas pessoas com sua mesma condição e ficar próximo delas, Harry é uma figura solitária, um observador silencioso e pragmático que tenta entender seu papel no mundo, e o propósito por trás de sua infinita existência. Ele não é um herói, nem um vilão – é um homem tentando encontrar a si mesmo, de novo e de novo e de novo.

    “É no renascimento que se encontra o terror. No renascimento e no medo persistente de que, por mais que nossos corpos de renovem, não há salvação para nossas mentes.”

    A maioria dos personagens secundários que vemos tem uma presença pequena e rápida na narrativa de Harry.

    Exceto por Vincent Rankis, um acadêmico que Harry encontra em diversas de suas vidas, e a quem ele vê como um igual – um gênio calculista, um intelectual afiado, um rival como Harry jamais conheceu em vida alguma.

    A dinâmica deles é complexa e divertida. Muitas vezes tive que parar, reler e refletir sobre os debates filosóficos e os dilemas morais que Harry e Vincent lançavam um contra o outro.

    As respostas que cada um deles dava aos questionamentos era especialmente revelador sobre suas personalidades.

    Sobre a trama

    Caso ainda precise ser convencido um pouco mais para ler As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, aqui vão um pouco mais de detalhes sobre a trama, com spoilers bem leves.

    Apesar do mistério de sua situação, a história de Harry August vai muito além de sua inicial busca por respostas e soluções para essa condição que ele nunca sabe se deve definir como benção ou maldição.

    Após diversas vidas de pesquisa, ele acaba, por acidente, encontrando o Clube Cronos, uma sociedade formada por pessoas como ele.

    No clube, pessoas do passado e futuro trocam informações de história, economia e política, visando o bem-estar geral de todos os kalachakra, ou ouroboranos, as pessoas que vivem suas vidas em infinito ciclo.

    Símbolo de Calachacra e Ouroboros
    Calachacra é um termo que significa “roda do tempo”; já o Ouroboros é o símbolo do eterno retorno.

    O clube dá ampla liberdade aos seus membros e poucas regras a serem seguidas. A mais importante delas é a de não intervir ou alterar os principais eventos da história.

    Harry August não vê problema em respeitar as regras do clube, e vê certo alento na existência de outros como ele – embora sua memória fotográfica não seja uma habilidade comum mesmo entre os ouroboranos.

    Por algumas vidas, Harry fica contente em ficar longe da História, pesquisando sua condição em busca de explicações, até que, no leito de sua décima-primeira morte, uma menina vem lhe trazer uma mensagem do futuro.

    “Eu preciso enviar uma mensagem de volta no tempo. O mundo está acabando, como sempre. Mas o fim está chegando cada vez mais rápido. Então, agora é com você.”

    O ritmo é leve, com capítulos rápidos. A autora os divide entre períodos de profunda introspecção de Harry e suas tentativas de entender o que tem feito o fim do mundo chegar ao fim cada vez mais rápido a cada vida que passa.

    Muitas vezes, essa perigosa investigação o leva à morte – mas a morte é apenas um inconveniente, algo que ele até busca se as alternativas parecerem muito piores.

    Adorei cada faceta da jornada de Harry, desde os momentos de ação, até o suspense e o drama. Carreguei as reflexões positivas e negativas da história por semanas, e tive que resistir ao impulso de reler o livro imediatamente, para uma vez mais voltar à mente angustiada, mas determinada de Harry.

    Em menos de trinta páginas, eu já sentira que estava embarcando em uma história muito especial.

    As Primeiras Quinze Vidas de Harry August foi uma jornada muito original, complexa e profunda, que se tornou um dos meus livros favoritos no instante em que cheguei à página final.

    É um livro perfeito para quem busca um thriller, um mistério, uma aventura de viagem no tempo, uma fantasia histórica, e um drama para se refletir.

    “Você sabe, já deve saber.
    Você perdeu.”

    Sinopse de As Primeiras Quinze Vidas de Harry August

    As primeiras 15 vidas de Harry August, de Claire North

    Título: As Primeiras Quinze Vidas de Harry August
    Autora: Claire North
    Editora: Bertrand Brasil
    Lançamento original: 2014

    Sinopse: Certas histórias não podem ser contadas em uma única vida. Harry está no leito de morte. Outra vez. Não importa o que faça ou que decisões tome: toda vez que ele morre, volta para onde começou; uma criança com a memória de todo o conhecimento de uma vida vivida diversas vezes. Nada nunca muda… até agora.

    Ele está perto da décima primeira morte quando uma garotinha de 7 anos se aproxima da cama: “Quase perdi você, doutor August. Eu preciso enviar uma mensagem de volta no tempo. O mundo está acabando, como sempre. Mas o fim está chegando cada vez mais rápido. Então, agora é com você.”

    As Primeiras Quinze Vidas de Harry August conta a história do que Harry faz em seguida, do que fez antes, e do que faz para tentar salvar um passado inalterável e mudar um futuro inaceitável.

    Avaliação de As Primeiras Quinze Vidas de Harry August

    100%
    100%
    Ótimo

    As Primeiras Quinze Vidas de Harry August é uma aventura perfeita para fãs de história, mistério, paradoxos temporais e anti-heróis. A jornada de Harry através de suas diversas vidas apresenta reflexões profundas, momentos marcantes e dilemas morais intrigantes.

    Lados positivos
    1. Escrita direta
    2. Excelente ritmo de leitura
    3. Protagonista complexo
    4. Perspectiva criativa sobre viagem do tempo e seus paradoxos
    5. Enredo instigante até a última página
    Lados negativos
    1. A maioria dos personagens secundários é pouco marcante (só para dizer que há um defeito)
    • Avaliações dos usuários (0 Votos)
      0
    Claire North Viagem no Tempo
    Julia Corrêa Luiz

    Para ela, a monotonia do mundo real só pode ser acalentada por boas histórias, em qualquer forma que venham – sejam jogos, filmes, séries, quadrinhos, mangás ou, especialmente, livros. No mar literário, busca se afogar especialmente em fantasia e seus incontáveis subgêneros, mas também adora história, romances entalados com todos os clichês possíveis, e qualquer coisa com personagens moralmente ambíguos (quanto mais duvidosa a moralidade, melhor!).

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    Anônimo
    Anônimo
    5 meses atrás

    Li esse livro recentemente e gostei bastante, mas infelizmente não tive ninguém para discutir sobre. Sinceramente minha opinião não é muito refinada e não tenho grandes argumentos para enriquecer uma análise, afinal, só tenho um ponto de vista de leitora, sem nada técnico. No entanto eu gostei de como foi montada a sequência de eventos e memórias, senti que cada uma delas acrescentou bastante na narrativa e serviu para aprofundar mais facetas do Harry, que pessoalmente gostei muito de como teve sua personalidade desenvolvida. No final, saber que aquilo tudo (SPOILER) era uma carta para o Vincent foi muito legal, fiquei num misto de sentimentos sem saber se gostei ou não do final. A relação de Vincent e Harry é bem complexa, mas não consigo deixar de pensar que a autora fez isso de propósito e que arbitrariamente escolheu deixar ambíguo, para ficar com essa pulga atrás da orelha.
    Não saber se Harry matou ou não Vincent me deixou meio angustiada, pessoalmente gostaria de imaginar um final tranquilo onde eles pudessem se resolver de alguma forma, mas isso não parece fazer sentido dentro da história e muito menos parece respeitar a personalidade dos personagens, então não consigo fazer isso. Acho que apesar do… Carinho? Afeição? Afinidade? (Difícil saber os adjetivos corretos) mesmo com controvérsias, Harry seria plenamente capaz de dar um fim em Vincent sim, ao meu ver, o que me faz pensar mais ainda sobre isso. Por outro lado, com essa carta Vincent também poderia ser capaz de conseguir se prevenir? Poderia ter algum aliado além da Virginia que pudesse proteger que ele fosse morto no útero? Não sei… E se isso acontecesse eles ficariam numa eterna luta de gato e rato?

    Me sinto um pouco mal por pensar tanto nessa relação desse jeito, pois acho que estou levando para o viés errado. Acho que não posso analisa-los do ponto de vista de um linear, a existência deles é mais singular e talvez alguns conceitos como “amor” ou “amizade” não possa se aplicar bem a eles.

    De toda forma, foi uma história interessante, instigante (apesar de ficar perdida em alguns diálogos), excitante, embora triste em muitos ângulos. Mesmo que algumas partes tenham sido desinteressantes, o que me fez enrolar nelas, no fim foi bastante intenso.

    0
    Responder
    Júlia Corrêa Luiz
    Autor
    Júlia Corrêa Luiz
    5 meses atrás
    Responder  Anônimo

    Oii,

    Muito obrigada pelo seu comentário!

    Entendo sua dor sobre não ter tido ninguém para falar sobre o livro. É por isso que temos um blog hahaha!

    Na minha visão, acredito que Harry teria matado Vincent, sim. Ele jamais teria confiado em alguém (Virgínia ou qualquer outra pessoa) para compartilhar sua data de nascimento, mesmo que esperando por proteção. Ele contou a Harry em um momento de vulnerabilidade, e sentindo-se seguro de que não importaria, pois, para ele, Harry não iria se lembrar daquela informação após mais uma lavagem cerebral. Esta dinâmica, inclusive, de Harry fingir perder as memórias a cada lavagem cerebral e ter que reviver do zero sua amizade com Vincent, tendo que fingir ser manipulado o tempo todo por ele, foi uma das minhas partes favoritas do livro!

    Também acho que Harry seria capaz de matar Vincent. Ele mostrou frieza e cautela em diversos momentos das suas vidas. Mesmo em situações em que suas emoções foram testadas, como quando Vincent começou a sair com o amor da vida de Harry, Harry mostrou grande compostura e capacidade de colocar suas prioridades (sobreviver, saber mais sobre Vincent) em primeiro lugar.

    Interessante seu ponto. Ambos personagens certamente têm visões diferentes de como relacionamentos funcionam, devido a como as coisas se “repetem” para eles, mesmo que de maneiras diferentes, a forma como eles se apegam ou deixam de se apegar seria muito similar a de verdadeiros imortais. Porque é isso que eles são, de certa forma.

    Fico feliz que tenha gostado da história no final das contas! Obrigada novamente pelo seu comentário 🙂

    0
    Responder
    Willian
    Willian
    2 anos atrás

    Uau que resenha minuciosa e agradável de ler, parabéns. Pra mim, o defeito desse livro é o vilão, que traz todas as características clichês, somado a um total de zero criatividade de fazer desse clichê algo diferente.

    0
    Responder
    Júlia Corrêa Luiz
    Autor
    Júlia Corrêa Luiz
    2 anos atrás
    Responder  Willian

    Oi Willian

    Obrigada pela seu comentário 😄 fez meu dia saber que você gostou da resenha!

    Concordo que o vilão tem seus clichês, mas achei o relacionamento dele com o Harry muito legal de acompanhar. Muitas vezes em livro nos é dito que personagem X é inteligente e calculista sem nunca de fato mostrar isso, mas não é o caso nesse livro. Vemos diversas vezes, e através de diversas vidas, o que esse vilão é capaz de fazer, tanto em termos “científicos” quanto para com Harry em nome de seu objetivo. Além disso, as nuances da relação deles me deixavam sempre em delicioso conflito. As vezes amigos, as vezes inimigos mortais, e eu adorei nunca saber o que poderia vir a seguir entre eles.

    1
    Responder

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