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    Suspense e Terror

    Opinião: O massacre da família Hope, de Riley Sager

    Um dos melhores livros de suspense que eu já tive a oportunidade de ler
    Bruna SpaniolPor Bruna Spaniol17 de janeiro de 2026Atualizado:19 de janeiro de 202610 Min de leitura
    Mãos femininas segurando o livro O Massacre da Família Hope, com os dizeres "resenha" acima
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    Depois de ler O massacre da família Hope, eu entendi por que ele entrou para a lista do Goodreads Awards de 2023. O livro é realmente muito bom!

    Teve uns 5 plots diferentes e eu não acertei nenhuma das minhas teorias iniciais. É isso. O livro me enganou direitinho: nota 5 estrelas hehe ⭐⭐⭐⭐⭐.

    Mas, antes de falar mais sobre essa história, vocês já conheciam as obras do autor Riley Sager?

    Eu não conhecia, apesar de já ter visto dois dos seus livros (As sobreviventes e A casa do outro lado do lago). Confesso que nunca tinham me chamado a atenção… Mas agora que li uma das suas últimas obras, simplesmente quero ler.

    Pesquisando mais sobre ele, descobri que ele tem até o momento 9 livros publicados. Seus livros mais populares são A última mentira que contei e As sobreviventes. Se você já conhecia o autor, deixa eu comentário aqui falando qual eu devo ler na sequência!

    Do que se trata o livro O massacre da família Hope

    Em O massacre da família Hope, acompanhamos Kit McDeere, uma mulher na casa dos trinta anos que é cuidadora (tipo uma enfermeira, mas sem formação em enfermagem, e sim com um curso mais curto sobre cuidados de saúde).

    Torso de uma mulher mais jovem e uma mulher idosa, sentadas

    A história se inicia com Kit retornando de um afastamento não remunerado após ter sido investigada pela morte de uma paciente que estava sob seus cuidados. Ela está louca para retornar ao trabalho, voltar a ter uma renda e poder sair da casa do pai; porém, enfrenta o preconceito das pessoas, inclusive do próprio pai, que tem dúvidas se ela foi culpada ou não pelo incidente.

    Mesmo após 12 anos de trabalho como cuidadora na mesma empresa, seu empregador também desconfia da sua inocência.

    Mas, por lei, ele não pode demiti-la, já que ela não foi acusada de nenhum crime. Ele então tenta persuadi-la a pedir demissão, colocando Kit para trabalhar como cuidadora de Lenora Hope, a famosa assassina do massacre da família Hope.

    Isso se passa décadas após o crime chocante em que, aos dezessete anos, uma jovem chamada Lenora Hope matou toda a sua família, mas nunca foi presa. Ela alegou que não era a culpada, e a polícia nunca encontrou nenhuma prova de que ela fosse, de fato, a assassina.

    Até o momento, a própria Kit achava que Lenora era, na verdade, um mito, uma lenda urbana contada pela cidade, como se ela fosse “o homem do saco”, que pegaria as crianças que não se comportavam.

    Existe até uma cantiga contando sobre a terrível tragédia que aconteceu no penhasco da família Hope:

    “Aos dezessete, Leonora Hope, alucinada,
    matou a própria irmã enforcada.
    Matou o pai a facadas e, em delírios febris,
    tirou a vida da mãe, que era tão feliz.

    Leonora sempre disse: ‘não fui eu’,
    mas é a única que não morreu.”

    Sem escolha, Kit acaba arrumando suas coisas — apenas uma mala, uma caixa de livros e sua maleta com as ferramentas de cuidados médicos — e vai imediatamente para a mansão da família Hope.

    Ilustração de uma casa a beira de um penhasco, com um clima nublado

    Chegando lá, ela começa a notar que a mansão já não tem mais o glamour que todos diziam ter no passado. A casa está se deteriorando aos poucos, com muitas rachaduras, janelas quebradas e inclinando-se em direção ao penhasco sobre o qual foi construída.

    Nela moram apenas cinco pessoas:

    • Lenora Hope, a paciente;
    • a Sra. Baker, governanta da casa e responsável por manter tudo em ordem e funcionando;
    • Archie, o chef que continua na casa e é responsável por todas as refeições de Lenora e dos empregados;
    • Jessie, responsável pela limpeza da mansão;
    • e Carter, o caseiro, que mora em uma casa afastada da mansão.

    De cara, já é possível notar que a Sra. Baker é super rigorosa.

    Ela obriga todos os funcionários a usarem uniformes, mesmo que ninguém mais visite a casa e que a própria Lenora não saia do quarto. Ela busca manter um padrão de imagem de que as coisas ainda estão em ordem, mesmo que a mansão esteja literalmente caindo aos pedaços.

    Kit foi contratada após a antiga cuidadora, Mary, ir embora no meio da noite sem levar nada e sem avisar ninguém sobre sua partida.

    Nada suspeito em um livro de suspense, né? haha 😅.

    Daqui para frente, a história começa a se desenrolar com Kit conhecendo Lenora e percebendo que ela não é mais a assassina cruel que todos falavam pela cidade, uma vez que está extremamente debilitada. Ela não fala, não anda e não movimenta nada além do braço esquerdo e da cabeça, devido a uma doença de poliomielite que a deixou paralisada há muitos anos.

    A rotina de Lenora é muito simples: ela acorda, é colocada em uma cadeira de rodas antiga, toma café da manhã, fica olhando pela janela do segundo andar com vista para o mar, ouve gravações de livros em um Walkman (que, por sinal, é o único item de tecnologia naquela casa), faz exercícios para a musculatura, toma banho e dorme.

    Ela nunca sai do quarto nem da casa.

    Foto de uma janela com respingos de água

    E o que logo descobrimos é que ela, às vezes, usa uma máquina de escrever para contar sua história e o que aconteceu no passado. Mas esse é um segredo que apenas Mary sabia e que Lenora quer compartilhar com Kit agora também.

    Ela escreve para Kit dizendo que vai contar tudo: todas as lembranças e coisas que nunca contou para ninguém sobre ela e sobre aquela terrível noite dos assassinatos. Isso porque confia em Kit, já que ela passou por uma situação semelhante — a de ser acusada como assassina sem nunca ter tido provas ou ter sido presa.

    Daqui para frente, é impossível falar da história sem contar alguns spoilers. Então, caso você queira ter uma experiência completa (o que eu sugiro fortemente), te oriento a não ler os próximos parágrafos e pular para a minha opinião. Mas, se você não se importa com spoilers, siga em frente.

    Máquina de escrever antiga

    Aos poucos, Kit (e a gente) vai criando um carinho por Lenora, enquanto começa a perceber coisas estranhas acontecendo pela casa.

    Todas as noites, ela ouve passos e barulhos no quarto de Lenora, mas, quando chega lá, nunca tem ninguém. Quando perguntou para Lenora quem a visitava à noite, ela respondeu que era a irmã Virgínia, a mesma que está morta há anos.

    (Nessa parte eu quase parei de ler. Odeio coisas com espíritos hehe.)

    Poucas pessoas moram dentro da casa, e todas juram que não visitam Lenora, afirmando que é apenas o barulho do vento.

    Lenora começa a contar sua história e vai digitando um pouco sobre sua vida antes dos assassinatos. Vamos conhecendo um lado humano de uma adolescente que se sentia presa à casa, aos pais e ao status. Porém, ela conta essa história em pequenas migalhas para Kit, o que vai deixando-a cada vez mais curiosa.

    É importante ressaltar que, desde o primeiro momento, Lenora sempre deixou claro que não é exatamente uma pessoa boa. Então essa história também fala sobre como ela se relaciona com um homem casado, esconde da família uma gravidez, entre outras coisas.

    Em uma das noites, sufocada por toda a história que envolve a casa, Kit sai para pegar um ar e, à beira do penhasco, vê o corpo de Mary jogado nas areias da praia abaixo da mansão. Mais um crime chocante na mansão. Um do qual ela com certeza não queria estar envolvida.

    Agora, mais do que nunca, Kit percebe que não está segura dentro da mansão. Ninguém ali é confiável, e um deles é o assassino de Mary… e ele ainda está por lá.

    Ela começa a perceber que Mary e ela compartilhavam da história que Lenora vem contando, e que isso pode ter sido o motivo que levou à morte de Mary. Ou seja, talvez Kit também “saiba demais” e possa ser o próximo alvo.

    Minha opinião sobre O massacre da família Hope

    Mulher segurando o livro O massacre da família Hope. Ao lado, uma xícara de café quente e uma manta branca

    Enquanto vamos lendo essa história, mil teorias e dúvidas passam pela nossa cabeça:

    • Será que Lenora realmente é uma assassina?
    • Será que Kit deixou os remédios na mesa de cabeceira da paciente de propósito ou por esquecimento?
    • Será que a Sra. Baker é mesmo essa pessoa difícil de lidar?
    • Será que um dos empregados da mansão Hope é o assassino de Mary?
    • Qual é a real intenção de Carter em trabalhar na mansão?
    • Por que a Sra. Baker e Archie nunca foram embora da mansão após os assassinatos?

    Em meio a muitas teorias, confesso que fui enganada pelo autor diversas vezes. Apenas uma das minhas teorias chegou perto da realidade (a de que havia algo errado com a Sra. Baker).

    Todas as outras eu errei muito feio.

    É um dos motivos de O massacre da família Hope ter sido um dos melhores livros de suspense que já tive a oportunidade de ler.

    Como sempre, não tinha lido a sinopse antes, então não estava esperando nada. Mas ele entregou tudo.

    A história me prendeu do começo ao fim. Os capítulos curtos tornam a leitura rápida e fluida.

    O autor mescla capítulos narrados pela visão de Kit, alternando entre presente e passado, com os manuscritos da história que Lenora está escrevendo. Isso faz com que a gente queira sempre saber o que vai acontecer no próximo capítulo.

    Riley Sager também consegue amarrar todas as pontas soltas do início da história lá no final, fazendo com que você fique chocado com o desenrolar dos acontecimentos e perceba que, de fato, não havia como prever como tudo iria acabar.

    Eu avalio o livro com cinco estrelas pela escrita fluida, por ter me surpreendido e por ter me feito pensar nele nos dias seguintes à leitura.

    Não contei todos os spoilers e plots aqui porque realmente acredito que saber tudo antes prejudica a experiência. E não é isso que eu desejo para você!

    Se você já leu, te convido a deixar nos comentários (sem spoilers) o que achou e o que mais te surpreendeu nessa história.

    Sinopse do livro

    Capa do livro O massacre da família Hope. Abaixo avaliação de 4.3 da fonte Skoob em janeiro de 2026

    Em novo thriller, Riley Sager traz mistério instigante e repleto de reviravoltas sobre o assassinato sem solução de uma família.

    Em 1929, um crime bárbaro chocou o estado do Maine: a abastada família Hope foi brutalmente assassinada, restando apenas a filha mais velha, Lenora, que acabou se tornando a principal suspeita. Apesar de todos acreditarem que a garota foi a responsável pelo massacre, a polícia jamais encontrou provas disso. Daquele dia em diante, Lenora nunca mais falou sobre aquela noite e permaneceu isolada em Hope’s End, a famosa mansão onde o crime ocorreu.

    Décadas depois, quando a única lembrança do crime é apenas uma perturbadora cantiga infantil, Kit McDeere é designada como cuidadora de Lenora Hope, após a fuga da antiga enfermeira. Aos setenta anos e confinada a uma cadeira de rodas, Lenora perdeu a capacidade de falar, devido a uma série de derrames, e só consegue se comunicar com Kit datilografando frases em uma velha máquina de escrever. Até que, uma noite, Lenora escreve uma frase inesperada:

    eu quero te contar tudo

    À medida que Kit ajuda Lenora a escrever sobre os eventos que levaram ao massacre da família Hope, fica claro que a história é mais complexa do que as pessoas imaginam. Mas quando a cuidadora descobre os detalhes que provocaram a fuga da antiga enfermeira, ela começa a suspeitar que talvez Lenora não esteja dizendo toda a verdade ― e que a senhora aparentemente inofensiva sob seus cuidados pode ser muito mais perigosa do que ela pensava.

    Avaliação de O massacre da família Hope

    10 Ótimo

    O massacre da família Hope é um suspense psicológico muito bem executado, que brinca com as expectativas do leitor o tempo todo. Riley Sager constrói uma narrativa cheia de armadilhas, fazendo você desconfiar de absolutamente todos. É um dos melhores livros de suspense que já li.

    Lados positivos
    1. Ritmo rápido, com capítulos curtos que tornam a leitura fluida e difícil de largar
    2. Construção de suspense eficiente, com múltiplos plots e reviravoltas bem amarradas
    3. Personagens moralmente ambíguos, que fogem do maniqueísmo fácil
    4. Final impactante, que realmente justifica a leitura até a última página
    Lados Negativos
    • Avaliações dos usuários (0 Votos) 0
    Riley Sager
    Bruna Spaniol
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    Seu amor com os livros começou aos 13 anos quando comprou seu primeiro livro com seu primeiro salário, desde então o amor só cresce. Hoje possui mais livros do que roupas e sapatos. Participante ativa de 3 clubes do livro, está sempre lendo diversos gêneros, mas os favoritos são: suspense, policial e romance com aventura e humor.

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